Baía de Ha Long, o tesouro vietnamita e uma das sete maravilhas do mundo natural
- blogviajantee

- há 5 dias
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Um passeio a bordo de um cruzeiro, por dois dias e uma noite, entre ilhas de calcário que brotam das águas verde-esmeralda da Baía de Ha Long.
A Baía de Ha Long, situada no Golfo de Tonquim, na região nordeste do Vietnã, destaca-se inquestionavelmente como um dos cenários naturais mais impressionantes da Terra. Seu nome, que significa "Onde o Dragão Desceu", é uma alusão direta à lenda local que narra a criação dessa obra-prima da natureza. Segundo o folclore, em tempos de invasão, os deuses enviaram uma família de dragões para proteger o povo vietnamita, e esses dragões cuspiram joias e jades que se transformaram nas 1900 ilhotas de calcário, de diferentes tamanhos e formas, que se elevam dramaticamente das águas verde-esmeralda do mar e formam a baía. Graças à sua beleza estética inigualável e ao seu valor geológico, a Baía de Ha Long foi reconhecida no ano de 1994 pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade e, no ano de 2011, foi consagrada como uma das Sete Novas Maravilhas Naturais do Mundo, solidificando seu status como um destino de visita obrigatória a quem chega ao Vietnã.

Nossa aventura para conhecer a deslumbrante Baía de Ha Long começou cedo, em Hanói. Deixamos nosso hotel por volta das 8:15 da manhã e, em uma van compartilhada que custou $15 dólares por pessoa, percorremos os cerca de 150 quilômetros em quase três horas. Chegamos Marina de Tuan Chau por volta do meio-dia. Lá, fizemos o check-in e embarcamos no Paradise Elegance Cruise Halong, nosso navio de cruzeiro. A embarcação fabricada em 2017, que mede 60,8 metros de comprimento por 12,95 metros de largura, possui 31 cabines e capacidade para 62 passageiros. Pagamos um total de 8.492.355 dongs vietnamitas para duas pessoas pela reserva, feita através do Booking.com, que incluiu todas as refeições e passeios por dois dias e uma noite de cruzeiro.

Escolhemos a cabine Executive Balcony, localizada no deck superior, para garantir vistas privilegiadas da baía a partir da nossa sacada privativa.

A bordo, a primeira atividade foi um almoço buffet servido no Le Marin Restaurant, enquanto o navio iniciava sua navegação, passando pelas primeiras ilhotas de Ha Long.
Nossa primeira parada aconteceu por volta das 14:30, quando o navio atracou perto da Ilha Titov (Đảo Ti Tốp), uma das mais icônicas da baía. Para chegar à ilha, embarcamos em um barco menor que nos levou diretamente à praia de areia branca. A ilha é famosa por sua beleza e por um magnífico mirante no topo de uma colina calcária. O nome "Titov" é uma homenagem ao cosmonauta soviético Gherman Titov, que visitou o local em 1962 acompanhado pelo Presidente do Vietnã, Ho Chi Minh.

Optamos por não permanecer na praia, mas sim encarar a grande fila de turistas que se amontoavam na estreita escada de 400 degraus que leva ao mirante do topo. Lá de cima, não foi fácil conseguir uma foto com a baía ao fundo, dada a enorme quantidade de pessoas no mirante. Mas depois de esperar um pouco, missão cumprida e foto tirada.

Após cerca de uma hora na Ilha Titov, retornamos ao navio e navegamos por apenas 30 minutos até a próxima atração: a Caverna Luon (Hang Luồn). Localizada na Ilha Bo Hon (Đảo Bồ Hòn), essa caverna é, na verdade, um túnel de água submersa que conduz a uma lagoa interna de água esverdeada. Suas paredes são adornadas com inúmeras formações rochosas impressionantes. Para percorrê-la, embarcamos em um barco de bambu, desfrutando da tranquilidade do local.

Avistamos até um macaco rhesus, sentado tranquilo a beira da lagoa.

Após passar uma hora na Caverna Luon, voltamos novamente ao navio a tempo de contemplar o lindo pôr do sol na baía. A noite a bordo começou com uma aula de culinária, onde aprendemos a preparar um delicioso spring roll vietnamita.

Na sequência, tentamos sem sucesso pescar lulas na baía.

Tivemos um saboroso jantar no Le Marin Restaurant e finalizamos a noite no piano bar, tomando um bom vinho e curtindo boa música.

No dia seguinte, acordamos por volta das 6 da manhã. Às 6:30, participamos de uma sessão de Tai Chi Chuan, uma antiga arte marcial chinesa com benefícios meditativos e de saúde, que se integrou à cultura vietnamita devido à longa influência chinesa no país.

Após um café da manhã leve, pontualmente às 7:45 da manhã, desembarcamos para visitar a primeira atração do dia: a Caverna Surpresa (Hang Sửng Sốt). Localizada também na Ilha Bo Hon, ela é considerada por muitos como a maior e uma das mais belas da Baía de Ha Long. Para acessá-la, caminhamos por uma pequena trilha em meio à floresta. A caverna recebeu o nome "Surpresa" por exploradores franceses em 1901 devido ao contraste entre sua entrada estreita e suas vastas câmaras internas. O interior é dividido em duas câmaras: a primeira já é impressionante, mas a segunda câmara proporciona uma surpresa ainda maior, revelando as formações geológicas mais interessantes. Duas dessas formações estão ligadas à lenda do herói Thanh Giong, que teria deixado seu cavalo de ferro e sua espada na caverna como guardiões da terra.


Nossa aventura na caverna durou cerca de uma hora e, por volta das 9 da manhã, já estávamos de volta ao navio para a última atividade deste maravilhoso cruzeiro: um café da manhã completo. Enquanto tomávamos o café, navegávamos, passando por diversas ilhas da baía.
Ao concluirmos o café da manhã, com certa tristeza, era hora de arrumar as malas e encerrar essa experiência brilhante pela Baía de Ha Long. O barco atracou de volta na Marina de Tuan Chau, e o desembarque ocorreu pontualmente às 10:30 da manhã. No porto, um transfer privativo nos esperava para nos levar ao Aeroporto de Hanói, de onde seguiríamos nossa viagem pelo Vietnã. O custo deste transporte exclusivo da marina até o aeroporto, cuja distância é de 170 quilômetros e levou cerca de duas horas e meia para ser percorrido, foi de 75 dólares para duas pessoas.

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