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Escópia, a exótica e monumental capital da Macedônia do Norte

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    blogviajantee
  • há 17 horas
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Atualizado: há 1 hora

Um roteiro de um dia entre pontes históricas e centenas de esculturas, explorando uma das cidades mais interessantes dos Bálcãs.

Com uma população de aproximadamente 530 mil habitantes, Escópia não é apenas a maior cidade da Macedônia do Norte, mas um verdadeiro mosaico de identidades que se estende pelas margens do Rio Vardar. A cidade se orgulha por ser o berço de sua cidadã mais ilustre, Madre Teresa de Calcutá, que nasceu em Escópia em 1910.

A arquitetura de Escópia conta uma história de resiliência, marcada profundamente pelo terremoto devastador de 1963, que destruiu cerca de 80% da cidade. O que se seguiu foi um esforço global de reconstrução que rendeu à capital o título de "Cidade da Solidariedade", moldando por décadas um horizonte dominado pelo brutalismo, um estilo arquitetônico caracterizado pelo uso do concreto aparente em formas geométricas brutas e monumentais, priorizando a funcionalidade em vez de ornamentos.

No entanto, nos últimos anos, a cidade passou por uma transformação radical através do polêmico projeto "Escópia 2014", que visava reforçar a identidade nacional por meio de uma estética neoclássica e monumental. O resultado é uma profusão quase inacreditável de monumentos: são centenas de estátuas espalhadas por praças, pontes e telhados, celebrando desde guerreiros colossais até figuras históricas e artistas locais. Essa densidade de esculturas, uma das maiores do mundo, confere ao centro um ar de museu a céu aberto, onde fachadas imponentes criam um cenário que parece centenário, embora tenha sido erguido recentemente.


Praça Macedônia em Escópia
Praça Macedônia em Escópia

Chegamos à cidade através de seu aeroporto, já durante a madrugada. Após retirarmos nosso carro alugado, dirigimos por cerca de 30 minutos os 24 quilômetros até nosso apartamento, convenientemente localizado no centro da capital, e onde nos hospedaríamos pelas próximas 5 noites: o District Center Urban Apartment. A estrada que liga o aeroporto ao centro de Escópia possui um pedágio ao custo de apenas um euro. Por sorte aceitam euros nesse pedágio, pois não haviamos lembrado de sacar alguns dinares macedônios no aeroporto.

Na manhã seguinte, decidimos explorar Ohrid, dando início ao nosso roteiro por Escópia dois dias após a chegada. E nosso primeiro ponto de visitação na cidade, foi a imponente Catedral de São Clemente de Ohrid (Архиепископски соборен храм Свети Климент Охридски), a qual alcançamos após uma caminhada de apenas 650 metros desde o apartamento. Iniciada em 1972 e consagrada em 1990, ela é a maior catedral ortodoxa da cidade, dedicada a São Clemente de Ohrid, o santo padroeiro do país e um dos discípulos mais importantes de São Cirilo e São Metódio. A igreja é uma obra-prima do arquiteto macedônio Slavko Brezovski, famosa por sua arquitetura moderna composta por domos e arcos arredondados que fogem do estilo bizantino tradicional.


Catedral de São Clemente de Ohrid
Catedral de São Clemente de Ohrid

Na sequência, caminhamos 700 metros até o coração pulsante da capital, a Praça Macedônia (Плоштад Македонија). Construída originalmente após a Primeira Guerra Mundial, a praça foi completamente remodelada durante o projeto de revitalização urbana, transformando-se em um imenso pátio de mármore cercado por edifícios neoclássicos imponentes.

O grande destaque da praça é o Monumento do Guerreiro no Cavalo (Воин na коњ), uma estrutura colossal de 22 metros de altura inaugurada em 2011. Obra da escultora Valentina Stevanovska, a figura é uma clara homenagem a Alexandre, o Grande, embora oficialmente não leve seu nome para evitar disputas diplomáticas, já que o conquistador nasceu em Pela, no ano de 356 a.C., em uma região que hoje pertence ao território grego. Como o mais célebre monarca da dinastia argéada, Alexandre ascendeu ao trono em 336 a.C. e elevou a Macedônia de um reino regional, fundado séculos antes por figuras envoltas em lendas como Caranus ou Perdiccas I, a um império de escala mundial. A estátua captura a essência do líder que, sob a tutela de Aristóteles, uniu o rigor científico ao gênio militar para, em 332 a.C., ser coroado Faraó ao libertar o Egito do domínio persa. O monumento reflete a trajetória do conquistador que consolidou sua vitória sobre o Rei Dario III na decisiva Batalha de Gaugamela, em 331 a.C., celebrando o legado do homem que não apenas venceu batalhas, mas fundou o período helenístico ao fundir as culturas do Ocidente e do Oriente.


Monumento do Guerreiro no Cavalo na Praça Macedônia
Monumento do Guerreiro no Cavalo na Praça Macedônia

Ao caminharmos pela praça, percebemos que ela é um verdadeiro panteão a céu aberto, celebrando talentos e figuras da própria terra. Uma das estátuas que domina o cenário é a do imperador bizantino Justiniano I (Јустинијан I), representado em um trono de mármore branco em um monumento de 2011; sua ligação com a Macedônia do Norte é profunda, já que o imperador bizantino nasceu por volta do ano 482 d.C. na antiga cidade de Taurisium, cujas ruínas ficam a poucos quilômetros da moderna Escópia.


Estátua de Justiniano I na Praça Macedônia
Estátua de Justiniano I na Praça Macedônia

Para trazer leveza e movimento ao cenário, às margens do rio Vardar encontramos a escultura "As Mergulhadoras" (The Divers). Criada pelo escultor macedônio Darko Dukovski e instalada em 2010, a obra faz parte da primeira fase de revitalização da capital. Diferente dos monumentos colossais da praça, esta instalação capta um momento de pura descontração: enquanto uma jovem se prepara para o salto na calçada, a outra já mergulhou, deixando apenas os pés visíveis sobre a água. É um toque de realismo e liberdade que conecta a arte diretamente com o pulsar do rio.


Obra As Mergulhadoras no Rio Vardar
Obra As Mergulhadoras no Rio Vardar

Então passamos pelas imponentes Estátuas Equestres de Dame Gruev (Даме Груев) e Goce Delčev (Гоце Делчев), ambas de 2010. Estes líderes revolucionários foram fundamentais na virada do século XX como fundadores da organização que lutou pela libertação da região contra o domínio otomano; hoje, suas figuras em bronze parecem vigiar a passagem de quem cruza as águas do Vardar.


Estátua Equestre de Dame Gruev na Praça Macedônia
Estátua Equestre de Dame Gruev na Praça Macedônia
Estátua Equestre de Goce Delčev na Praça Macedônia
Estátua Equestre de Goce Delčev na Praça Macedônia

Deixando a praça principal, caminhamos poucos metros para cruzar a icônica Ponte de Pedra (Камен мост), mais um dos símbolos de Escópia. Construída originalmente no século XV, sob o patrocínio do Sultão Mehmed II, o Conquistador, esta estrutura de alvenaria maciça estende-se por 214 metros sobre o Rio Vardar, apoiada em 12 arcos semicirculares que testemunharam a passagem de impérios. Ao atravessar seus arcos históricos, que resistiram a séculos de ocupações e desastres, incluindo o grande terremoto de 1963, sentimos a transição imediata para a parte mais antiga da cidade.


Ponte de Pedra
Ponte de Pedra

Logo na saída da ponte, chegamos diretamente à Praça Filipe II (Плоштад Филип Втори). Nosso primeiro ponto de parada foi a Fonte de Olímpia, oficialmente conhecida como "Mães da Macedônia" (Мајките на Македонија). Inaugurada em maio de 2012 e assinada pela escultora Valentina Stevanovska, a estrutura circular apresenta quatro grupos de estátuas que narram a jornada de Olímpia ao lado de seu filho Alexandre, o Grande, em diferentes estágios. A obra retrata com delicadeza a trajetória da linhagem real: desde Olímpia ainda grávida, passando pelo período em que carrega Alexandre como um bebê de colo, até os anos em que ele já é um menino, destacando o papel fundamental da rainha na criação e na proteção do futuro conquistador desde os seus primeiros passos.


Fonte de Olímpia na Praça Filipe II
Fonte de Olímpia na Praça Filipe II

Ainda na praça, visitamos a Igreja Ortodoxa de São Demétrio (Црква Свети Димитрија). Ela é dedicada ao santo que, enquanto estava na prisão, abençoou o jovem Nestor para enfrentar em combate o gladiador Lyeios, favorito do império. A vitória do rapaz despertou a ira do imperador romano Maximiano, que ordenou que Demétrio fosse executado com lanças por volta do ano 306 d.C. Embora sua aparência externa seja simples se comparada aos monumentos gigantescos da praça, esta igreja é um dos centros espirituais mais importantes da cidade. O edifício atual foi erguido entre 1727 e 1767 sobre as fundações de um templo do século XVI, passando por uma renovação significativa entre 1886 e 1894, que lhe conferiu a configuração atual. Serviu como a catedral principal de Escópia até a inauguração da Igreja de São Clemente de Ohrid e, hoje, seu interior é famoso pelo relato de que seus afrescos brilharam e se "autolimparam" misteriosamente em 2012, um fenômeno que continua a atrair fiéis de toda a região.


Igreja de São Demétrio
Igreja de São Demétrio

Após essa imersão religiosa, desembocamos no ponto central da praça, o Monumento ao Rei Filipe II da Macedônia (Споменик на кралот Филип II Македонски), também esculpido por Valentina Stevanovska e inaugurado em 2011. A estátua homenageia o monarca que, ao ascender ao trono em 359 a.C., estabilizou um reino em crise e o transformou em uma potência militar. Notamos algo fascinante e carregado de simbolismo: a estátua de Filipe ergue o braço em direção ao rio, posicionado estrategicamente de frente para a estátua do filho, Alexandre, na margem oposta. Esta disposição evoca o legado do estrategista que uniu as cidades-estado gregas sob a Liga de Corinto após a vitória decisiva na Batalha de Queroneia (338 a.C.), preparando o caminho para as conquistas globais de seu sucessor. A base do monumento é adornada com figuras que retratam a linhagem real, mostrando Alexandre o Grande entre seus pais, Filipe e Olímpia, acompanhados pela figura de um leão, símbolo da força da dinastia argéada. Essa narrativa familiar profunda culmina na transição de poder ocorrida em 336 a.C., quando Filipe foi assassinado, abrindo caminho para que seu filho assumisse o trono e expandisse as fronteiras do império.


Monumento ao Rei Filipe II da Macedônia
Monumento ao Rei Filipe II da Macedônia

A partir da praça, iniciamos uma subida de cerca de 500 metros até a Fortaleza de Kale (Скопска тврдина Кале), que dominava o horizonte da cidade de seu ponto mais alto. Suas fundações remontaram ao ano de 518 d.C., quando o imperador Justiniano I ordenou sua reconstrução após um grande terremoto. Suas muralhas testemunharam batalhas ferozes de transição, como a retomada bizantina após a Batalha de Kleidion (1014), que encerrou o domínio do Primeiro Império Búlgaro na região. Caminhar por esses baluartes nos fez reviver a história de quando o Império Sérvio capturou a fortaleza em 1339 durante a expansão de Estevão Duchan, transformando-a em sua capital e sede imperial. Esse período de glória durou até 1392, quando as forças otomanas do sultão Bayezid I, lideradas por Paşa Yiğit Bey, tomaram a cidade após um cerco final na esteira da Batalha de Kosovo, governando a região pelos cinco séculos seguintes. Lá do alto, a vista panorâmica era incrível e permitiu observar claramente o contraste entre os novos monumentos e o núcleo histórico.


Fortaleza de Kale
Fortaleza de Kale

Descendo a colina por apenas 300 metros, chegamos à Mesquita Mustafa Pasha (Џамија Мустафа-паша). Construída em 1492, durante o domínio otomano na região, ela é um dos exemplares mais bem preservados da arquitetura islâmica nos Bálcãs, destacando-se pela elegância de suas linhas e pelo imponente minarete de 42 metros de altura. O edifício foi encomendado por Mustafa Pasha, um influente vizir que serviu na corte dos sultões otomanos Bayezid II e Selim I. O que mais nos impressionou foi o fato de sua estrutura original ter permanecido praticamente intacta ao longo dos séculos, resistindo até mesmo ao grande terremoto de 1963. O pátio externo, com seus jardins impecáveis e o mausoléu (türbe) de mármore onde repousa Mustafa Pasha, ofereceu uma paz absoluta que contrastou com a grandiosidade da Fortaleza de Kale.


Mesquita Mustafa Pasha
Mesquita Mustafa Pasha

Logo abaixo da mesquita, as ruas se estreitam e o cenário muda ao entrarmos no Antigo Bazar (Stara Čaršija). Foi aqui que começamos a imergir verdadeiramente no passado otomano da cidade, neste que é um dos maiores e mais antigos mercados da região. Caminhar pelo calçamento de pedras irregulares entre as baixas casas de telhas de barro é uma experiência sensorial; aproveitamos a atmosfera vibrante para explorar as pequenas lojas em busca de alguns souvenirs locais e fizemos uma pausa para almoçar no Saç Family Restaurant. Neste refúgio gastronômico, degustamos três pratos emblemáticos: o Qebapa, que consiste em pequenos rolinhos de carne moída grelhados e temperados com especiarias; o Qofte Shari, um tipo de almôndega de carne bovina recheada com queijo; e o Groshë në Tavë, o prato mais tradicional da Macedônia, que consiste em feijões cozidos e assados em uma travessa de barro.


Pratos tradicionais no Saç Family Restaurant
Pratos tradicionais no Saç Family Restaurant

Ao deixarmos o labirinto do bazar, atravessamos o Rio Vardar pela elegante Ponte das Artes (Мост на уметноста), uma estrutura pedestre construída entre 2012 e 2013 que serve como uma verdadeira galeria ao ar livre. Enquanto caminhávamos, fomos acompanhados por 29 estátuas de bronze que homenageiam proeminentes artistas, escritores e músicos macedônios. A ponte não só oferece uma vista privilegiada para os imponentes prédios neoclássicos do entorno, mas também cria uma transição cultural, conectando a herança histórica do bazar à renovação arquitetônica da margem oposta.


Ponte das Artes
Ponte das Artes

A apenas 250 metros da ponte anterior, cruzamos a Ponte das Civilizações (Мост на цивилизациите), inaugurada em 2013 como uma imponente entrada para o Museu Arqueológico. Caminhar por ela nos permitiu contemplar as 28 estátuas que retratam importantes figuras da cultura e da história helenística, evocando o legado de líderes e pensadores que influenciaram profundamente a formação da região. A proximidade entre as duas pontes criou um corredor cultural contínuo sobre o Rio Vardar, conectando a erudição artística da Ponte das Artes com o peso histórico e monumental que estas figuras ancestrais representam.


Ponte das Civilizações
Ponte das Civilizações

Caminhamos então cerca de um quilômetro em direção ao sul e logo avistamos a imponente Porta Macedônia (Порта Македонија). Este Arco do Triunfo, cujas obras se iniciaram em 2011 e foram concluídas em 2012, ergue-se a 21 metros de altura e é totalmente revestido de mármore branco. O monumento é dedicado aos 20 anos de independência do país, servindo como um marco comemorativo da autodeterminação nacional. O que mais chama a atenção são os seus detalhados relevos esculpidos na fachada, que narram 2.500 anos de história local, desde as vitórias de Alexandre, o Grande, até o momento da declaração de independência em 1991.


Porta Macedônia
Porta Macedônia

Logo atrás do arco, entramos no Parque da Mulher Guerreira (Парк Жена-борец), um espaço verde cujo nome presta um tributo especial às mulheres que lutaram na resistência durante a Segunda Guerra Mundial. Ali, o destaque absoluto é o Memorial dos Heróis Caídos (Споменик на паднатите херои за Македонија), um conjunto monumental de tirar o fôlego. No topo de uma imponente coluna de 14 metros, avistamos a estátua de uma mulher alada, uma representação da Deusa da Vitória, Nike, que parece abençoar o sacrifício dos combatentes. Logo abaixo, cercada por quatro cavalos de bronze e uma chama eterna, encontramos a figura de Prometeu, o titã que roubou o fogo dos deuses para dar aos homens, uma metáfora poderosa para a coragem e a busca incessante pela liberdade que define a história do país.


Parque da Mulher Guerreira
Parque da Mulher Guerreira

Logo em frente ao parque fica o imponente Parlamento da Macedônia do Norte (Собрание на Република Северна Македонија). O edifício, cuja construção original remonta a 1938, é um marco da arquitetura modernista na cidade, apresentando uma fachada robusta e geométrica que, ao longo das décadas, ganhou cúpulas de vidro modernas. Em destaque diante do edifício, avistamos a Estátua de Nikola Karev (Никола Карев), retratado montado em seu cavalo. Karev foi o presidente da República de Kruševo, proclamada sob sua liderança após a Organização Revolucionária Interna da Macedônia (VMRO) lançar um levante armado em 2 de agosto de 1903. O objetivo era libertar a região de cinco séculos de domínio otomano, fazendo da cidade montanhosa de Kruševo o coração do movimento. Embora a república tenha durado apenas 10 dias, ela simbolizou um ideal democrático precoce na região. A resposta otomana foi esmagadora, com o envio de 18.000 soldados para retomar a cidade; apesar de lutarem bravamente, a república foi suprimida em 12 de agosto de 1903.


Parlamento da Macedônia do Norte e Estátua de Nikola Karev
Parlamento da Macedônia do Norte e Estátua de Nikola Karev

Dali, caminhamos apenas 300 metros para encontrar a Casa Memorial de Madre Teresa (Спомен-куќа на Мајка Тереза), erguida em 2009 no local exato onde ficava a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, local onde a santa foi batizada. Nascida em Escópia em 1910 como Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, ela partiu jovem para seguir sua vocação, vindo a falecer em 1997. O mundo a conheceu como "Madre Teresa de Calcutá" devido ao seu trabalho humanitário revolucionário na Índia, onde fundou as Missionárias da Caridade para servir aos "mais pobres entre os pobres". Sua dedicação incansável rendeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz em 1979, mas seu legado transcendeu as honrarias civis. Após a confirmação de dois milagres atribuídos à sua intercessão, a cura de um tumor abdominal de uma mulher indiana e a recuperação inexplicável de um brasileiro com múltiplos tumores cerebrais, ela foi canonizada pelo Papa Francisco em 2016. Infelizmente o local estava fechado quando o visitamos e não pudemos contemplar seu interior.


Casa Memorial de Madre Teresa
Casa Memorial de Madre Teresa

Dando continuidade ao nosso roteiro, caminhamos cerca de 500 metros pela vibrante rua de pedestres até a Antiga Estação de Trem (Стара железничка станица). Este é, sem dúvida, um dos lugares mais impactantes de Escópia: o imponente edifício de 1937 foi parcialmente destruído pelo devastador terremoto de 26 de julho de 1963, que vitimou mais de mil pessoas. As autoridades decidiram manter a estrutura exatamente como ficou após o abalo, transformando as ruínas em um memorial a céu aberto. O relógio na fachada da estação permanece parado às 5h17 da manhã, congelando no tempo o momento exato em que o tremor atingiu a capital. Hoje, o interior do que restou do prédio abriga o Museu da Cidade de Escópia, que optamos por não entrar.


Antiga Estação de Trem
Antiga Estação de Trem

Para fechar o dia, escolhemos o Restaurante Skopski Merak, onde degustamos dois pratos típicos que sintetizam a tradição local em cozidos de cerâmica. O Turli Tava, uma combinação harmoniosa de carnes de vitela e frango, integradas a uma variedade de vegetais frescos. E o Tava Skopski Merak, especialidade que leva o nome da casa, a base de carnes de vitela e porco com cogumelos e bacon. Para acompanhar, escolhemos o vinho Alexandar, da vinícola macedônia Bovin, que complementou perfeitamente os sabores intensos e a textura suculenta dos pratos.


Degustando pratos típicos e um bom vinho macedônio no Restaurante Skopski Merak
Degustando pratos típicos e um bom vinho macedônio no Restaurante Skopski Merak

A capital da Macedônia do Norte revelou-se uma cidade de contrastes fascinantes, onde a grandiosidade dos novos monumentos convive harmoniosamente com as cicatrizes do passado e a herança otomana. Escópia não é apenas um destino de passagem, mas um lugar que convida o viajante a decifrar suas múltiplas camadas históricas, oferecendo uma das experiências culturais mais interessantes dos Bálcãs.

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