Hulhumalé, a moderna ilha artificial das Maldivas
- blogviajantee

- 18 de jul.
- 3 min de leitura
Um roteiro de um dia explorando praias urbanas, parques planejados e a arquitetura do futuro.
Localizada no Atol de Malé do Norte, Hulhumalé é uma impressionante ilha artificial criada para aliviar a superpopulação da capital, Malé. Diferente das formações naturais da região, ela foi construída do zero por meio de um grande projeto de aterro marítimo. O desenvolvimento da ilha ocorreu em etapas distintas: a Fase 1, cujas obras principais foram de 1997 a 2002, e a Fase 2, uma expansão realizada entre 2015 e 2017. Atualmente, essas duas áreas são fisicamente separadas por um canal, conectando o lado leste ao oeste da ilha. Com uma população de aproximadamente 50.000 habitantes, Hulhumalé se destaca como uma "cidade inteligente" planejada, oferecendo ruas largas, amplos espaços verdes e uma infraestrutura moderna projetada para a resiliência climática.
Nossa jornada começou com a despedida das águas de Thulusdhoo a bordo de uma lancha rápida (speedboat), que nos levou em um trajeto ágil até o desembarque na ilha de Hulhulé, onde fica o aeroporto. Ao chegarmos, utilizamos o Avas App para solicitar um transporte e, por apenas 85 rufias, seguimos para a nossa acomodação, o Nala Seaside Bliss, localizado na porção de terra da Fase 2 de Hulhumalé. O percurso de aproximadamente 8 quilômetros foi feito em apenas 15 minutos, revelando a fluidez das vias planejadas da ilha. Após acomodarmos as malas, partimos para explorar o que Hulhumalé tem de melhor.
Após acomodarmos as malas, caminhamos cerca de 150 metros até a Ponte Nirolhumagu, o principal ponto de conexão que atravessa o canal e divide as duas fases de Hulhumalé. Cruzar essa ponte a pé oferece uma perspectiva única da engenharia local, permitindo observar o canal navegável que funciona como uma artéria azul integrando a área original à expansão mais recente.

Após percorrer cerca de 800 metros desde a ponte, chegamos à Mesquita Masjid al-Sheikh Qasim bin Al-Thani, a principal da ilha. Construída entre 1998 e 2006, a obra foi totalmente financiada pelo Estado do Catar. O nome da mesquita é uma homenagem ao Sheikh Qasim bin Mohammed Al Thani, considerado o fundador do Catar moderno, simbolizando os fortes laços entre as duas nações. Com sua arquitetura imponente, marcada por uma grande cúpula dourada e um design circular contemporâneo, ela se destaca como o coração espiritual de Hulhumalé, transmitindo uma atmosfera de serenidade profunda.

Dali, seguimos em uma caminhada de aproximadamente 350 metros até o Central Park. Este "pulmão verde" é um verdadeiro refúgio urbano, com pistas de caminhada e jardins bem cuidados onde os moradores locais costumam se exercitar e relaxar sob a sombra das árvores, oferecendo um respiro de tranquilidade no centro da ilha.

Para encerrar o dia, caminhamos mais 600 metros saindo do parque até a Praia de Hulhumalé. A praia é extensa, com águas muito calmas e protegidas por uma barreira de corais, o que a torna ideal para um mergulho tranquilo. Notamos apenas que a areia estava um pouco suja em alguns pontos, com algumas garrafas plásticas acumuladas, mas nada que tirasse o encanto de observar o mar do Atol de Malé do Norte enquanto o sol se punha no horizonte.

Concluímos nosso roteiro caminhando de volta à acomodação para descansar. Hulhumalé se mostrou uma excelente opção para passar a última noite antes de deixar país, especialmente considerando nosso voo no dia seguinte. É sem dúvida uma alternativa muito mais tranquila e organizada em relação ao caos da capital Malé, e oferece o equilíbrio ideal entre conveniência logística e um ambiente relaxante para se despedir das Maldivas.


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