Maldivas, o país das ilhas paradisíacas e areias brancas no Oceano Índico
- blogviajantee

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Um roteiro de 13 dias para explorar o paraíso de forma alternativa aos resorts tradicionais, priorizando ilhas locais e sem gastar uma fortuna.
Localizadas ao sul da Ásia, no Oceano Índico, as Maldivas detêm o título de menor país do continente em extensão territorial. Trata-se de um país insular que possui uma formação geográfica única no mundo: o território é dividido em 26 atóis naturais, que são estruturas de corais em formato de anel e que protegem lagoas cristalinas em seu interior. Dentro desses atóis, é possível encontrar uma fauna marinha surreal, que inclui desde os majestosos tubarões-baleia e grupos de golfinhos até tartarugas marinhas, arraias comuns, mantas e os geralmente dóceis tubarões-lixa, todos convivendo entre coloridos e vibrantes recifes de coral. Espalhadas por este cenário, encontram-se as 1.192 ilhas que compõem a nação, das quais 187 são habitadas pela poupulação local, 160 são dedicadas exclusivamente a resorts e as demais são inabitadas. A população das Maldivas é de aproximadamente 520 mil habitantes, a segunda menor do continente, conhecidos por sua cultura rica e hospitalidade calorosa. Este é um país onde praticamente toda a população segue a religião islâmica, o idioma oficial é o dhivehi, apesar de todos com quem interagimos também falarem inglês, e a moeda utilizada é a Rufiyaa maldiva (MVR), embora o dólar americano seja amplamente aceito nas áreas turísticas.
Viajar para as Maldivas é entrar em um cenário onde a linha do horizonte se funde com o azul-turquesa do oceano. Este destino paradisíaco tornou-se mundialmente famoso por seus resorts de luxo situados em ilhas privativas, onde os icônicos bangalôs sobre as águas dominam a paisagem e, embora deslumbrantes, costumam ter custos extremamente elevados. No entanto, ao contrário do que dita o senso comum, é perfeitamente possível realizar o sonho de conhecer este arquipélago com um orçamento muito mais modesto e pé no chão. A grande virada de chave aconteceu em 2009, quando o governo permitiu a abertura de pousadas e hotéis nas chamadas ilhas locais. Desde então, essas ilhas passaram por um grande desenvolvimento turístico, oferecendo uma forma muito mais econômica e autêntica de explorar o paraíso, permitindo que o viajante vivencie a cultura maldiva de perto sem abrir mão das deslumbrantes praias, que estão entre as mais bonitas do mundo.
A história do país é um tanto quanto interessante e optei por um post dedicado a ela: História das Maldivas.

No final de fevereiro de 2026, partimos em um voo do Aeroporto de Frankfurt (FRA), na Alemanha, fazendo uma escala no aeroporto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Nossa porta de entrada para o paraíso das Maldivas foi a ilha de Hulhulé, onde está localizado o Aeroporto Internacional de Velana (MLE). Pousamos por volta das 7h30 da manhã. Para entrar no país, levamos cerca de uma hora para passar pela imigração, onde apresentamos o formulário IMUGA (a declaração de saúde do viajante), que preenchemos eletronicamente pelo site oficial da Imigração Maldiva (travel.immigration.gov.mv) alguns dias antes da viagem. Vale lembrar que brasileiros e italianos não precisam de visto antecipado para turismo nas Maldivas; ele é concedido gratuitamente na chegada para uma estadia de até 30 dias. Após os trâmites de entrada, aproveitamos a estrutura do saguão de desembarque para sacar rufiyaas (MVR) em um caixa eletrônico e comprar um chip de dados móveis local, que nos custou 40 dólares americanos por 20 Gb de dados.
Nossa ideia original ao visitar as Maldivas era permanecer no país por 8 dias. No entanto, apenas um dia antes do nosso voo de retorno para a Alemanha, ocorreu o ataque dos EUA e Israel que resultou na morte do líder iraniano Ali Khamenei. Esse fato provocou o fechamento do espaço aéreo de vários países do Golfo, causando um verdadeiro caos aéreo. Devido aos sucessivos cancelamentos de voos, nossa estadia total acabou se estendendo para 16 dias. Infelizmente, não pudemos aproveitar todos esses dias extras, pois “perdemos” 3 desses dias tentando encontrar uma forma de retornar à Alemanha, entre idas e vindas ao aeroporto, visitas à agências de viagem, longas esperas em filas de guichês da companhia aérea, ou simplesmente relaxando no hotel para compensar o stress. Eliminando esse período de imprevistos, nosso roteiro no país ficou com 13 dias.
Dia 1, 2 e 3 – Fulidhoo, a ilha de refúgio das Arraias Chicote Rosa e dos Tubarões Lixa
Dia 4 , 5, 6 e 7 (manhã) – Dhigurah, a ilha reduto dos gigantes selvagens do mar
Dia 7 (tarde) – Malé, a capital das Maldivas
Dia 8 e 9 – Gulhi, uma das menores ilhas locais das Maldivas
Dia 10 (tarde), 11 e 12 – Thulusdhoo, a capital do surfe nas Maldivas
Dia 13 – Hulhumalé, a moderna ilha artificial das Maldivas




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